A União Nacional dos Estudantes convocou manifestações em nove estados para este domingo, 1º de novembro, em reação aos recentes desdobramentos políticos envolvendo o senador e candidato derrotado à Presidência, Flávio Bolsonaro. As mobilizações do movimento estudantil ocorrem após a saída do parlamentar do país, registrada na última terça-feira, 27 de outubro, logo após a confirmação do resultado das eleições presidenciais vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva.
O ato nacional foi batizado pela entidade como Brasil com S, em referência direta ao documento divulgado por Flávio Bolsonaro na quarta-feira, 28 de outubro. Na primeira versão enviada ao público, o texto apresentava o brasão da República acompanhado da inscrição Estados Unidos do Brazil grafada com a letra z, trecho que posteriormente sofreu alteração.
Além da grafia, a carta continha declarações em que o senador se autointitulava o verdadeiro presidente eleito do país, alterando mais tarde a redação para líder do Brasil. Segundo a representação estudantil, os atos têm como objetivo defender a soberania do voto popular e comemorar o resultado do pleito.
As atividades estão programadas para ocorrer em diversas capitais brasileiras ao longo do dia. Pela manhã, os protestos iniciam-se às nove horas no Marco dos Corais, em Maceió, e na Praça da República, em Belém. Ao meio-dia, a concentração do movimento estudantil ocorre na Praça Roosevelt, em São Paulo, e na Candelária, no Rio de Janeiro.
Na parte da tarde, às quinze horas, os estudantes se reúnem na Praça Universitária, em Goiânia. A partir das dezesseis horas, as mobilizações se estendem para a Praça da Saudade, em Manaus; a Praça do Pedra 90, em Cuiabá; a Praça do Arsenal, em Recife; e a Praça do Aeromóvel, em Porto Alegre. Na segunda-feira, 2 de novembro, a agenda se encerra com ato no Morro do Cristo, em Salvador, às nove horas.
As manifestações convocadas pela UNE explicitam a forte polarização do cenário político nacional no período pós-eleitoral. O acompanhamento dos atos em cada capital indicará a capacidade de mobilização das entidades estudantis e a repercussão pública das ações adotadas por lideranças políticas após a apuração oficial das urnas.
Redação Jornal Voz do Litoral
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