Missões internacionais de observação que acompanharam o segundo turno da eleição presidencial , no domingo (25/10), avaliaram que a votação e a apuração transcorreram com normalidade e elogiaram a capacidade técnica da Justiça Eleitoral.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito com 51,79% dos votos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL) , uma diferença de cerca de 4,4 milhões de votos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) . O comparecimento foi de 80,78% , acima dos 78,92% do primeiro turno.
A missão da Organização dos Estados Americanos (OEA), entidade que reúne 35 países do continente, entre eles Brasil e Estados Unidos, e que há décadas envia observadores a eleições na região, foi a maior e a mais abrangente entre as que acompanharam o segundo turno.
Chefiada por José Miguel Insulza, ex-secretário-geral da entidade e ex-chanceler do Chile, a equipe teve 88 observadores de 22 nacionalidades no segundo turno e 179 no conjunto das eleições gerais, o que, segundo o relatório, a torna “a maior missão de observação eleitoral internacional já realizada no Brasil”.
No dia da votação, a missão visitou 977 seções eleitorais em 388 locais de votação, no Distrito Federal e em 21 estados, além de acompanhar a jornada em cinco cidades no exterior.
Segundo o documento divulgado pela entidade, os resultados apresentados pelo TSE na noite da eleição “coincidem com as informações coletadas em campo” e a missão “não tem dúvidas quanto à integridade dos dados oficiais”.
O relatório reconhece “o trabalho profissional das equipes técnicas da Justiça Eleitoral, dos mesários, das forças de segurança e das demais instituições do Estado” e destaca uma “sólida capacidade técnica, logística e organizacional” do TSE e dos Tribunais Regionais Eleitorais.
Os observadores relatam que houve fluxo constante de eleitores, atendimento prioritário a idosos e pessoas com deficiência e disposição das urnas que garantiu o sigilo do voto. A missão acompanhou ainda a verificação de autenticidade do software das urnas, o Teste de Integridade e a totalização no TSE.
Flávio Bolsonaro chega aos EUA e governo Trump diz que dará visto a senador e família
Flávio Bolsonaro vai para os EUA após derrota nas eleições: o que acontece agora?
Flávio Bolsonaro pode ser considerado foragido?
Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação


