Aos 11 anos, Pietro Luiz dos Santos Oliveira leva de São Sebastião para Joinville uma trajetória construída entre aulas, oficinas, projetos culturais e apresentações de dança. O jovem foi aprovado no processo seletivo da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil e inicia uma nova etapa de formação artística e escolar, depois de percorrer diferentes espaços de aprendizagem no município e manter, ao longo dos anos, dedicação e persistência para seguir na dança.
A formação de Pietro começou ainda na infância e passou por escolas de dança, oficinas culturais e projetos desenvolvidos pela Fundação Educacional e Cultural de São Sebastião ‘Deodato Sant’Anna’ (Fundass). Entre as experiências estão as atividades realizadas no Centro e no Batuíra, além do Projeto Cidadão Criança, no bairro de São Francisco, região central. O jovem também integrou a Bawammo, sob orientação do professor Marck, e participou da comissão de frente da escola de samba Acadêmicos de São Francisco. Foi nesse percurso, construído em diferentes espaços da cidade, que Pietro desenvolveu técnica, disciplina, expressão corporal e experiência de palco.
A caminhada até o Bolshoi também foi marcada por dificuldades. Os deslocamentos para participar das atividades exigiam esforço da família e do próprio bailarino, que precisou conciliar a rotina escolar com os compromissos de formação. Ainda assim, Pietro manteve o objetivo de continuar dançando. “Passei por algumas escolas de dança, tive muito contratempo com trajetos, mas nunca desisti”, contou.
A aprovação representa, portanto, mais do que a entrada em uma nova escola. É o resultado de um processo de formação que começou em São Sebastião e avançou até uma das principais instituições de ensino de balé do país. Inaugurada em 2000, em Joinville (SC), a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil é a única filial oficial do Teatro Bolshoi da Rússia no mundo e oferece formação em balé clássico para crianças e jovens.
A história de Pietro também evidencia o papel das oportunidades de acesso à cultura na formação de crianças e adolescentes. Em São Sebastião, ele encontrou diferentes espaços para aprender, experimentar linguagens da dança, participar de apresentações e desenvolver suas habilidades.
Redação Jornal Voz do Litoral
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