O Ministério da Educação solicitou à Polícia Federal a abertura de investigação sobre intimidações, preconceito e exposição de menores nas redes sociais. O pedido foi feito após o registro de casos envolvendo estudantes, professores e universidades federais, ocorridos depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
As ocorrências foram registradas em escolas públicas e privadas de diferentes regiões do país, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Distrito Federal. No Rio, crianças que participaram de manifestação tiveram fotografias removidas dos perfis familiares e repostadas em páginas de direita, sendo uma delas manipulada com inteligência artificial para ridicularizar os alunos.
Além das imagens, os relatos apontam comentários preconceituosos e ameaças de violência sexual contra menores. O Ministério da Educação destacou a necessidade de apurar a responsabilidade dos responsáveis pelas publicações e a origem das ameaças, solicitando à PF que identifique os autores e adote medidas para coibir novas ocorrências.
Até o momento, a Polícia Federal não divulgou detalhes sobre o andamento das investigações nem informou se já identificou suspeitos. O caso levanta questões sobre a proteção de menores nas redes sociais e a eficácia das políticas de combate ao discurso de ódio em ambiente digital.
Redação Jornal Voz do Litoral
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