O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a inclusão dos ministérios da Saúde e da Justiça, além da Associação Brasileira de Supermercados, na audiência pública agendada para discutir a regulamentação e o funcionamento das plataformas de apostas eletrônicas no Brasil.
A decisão atendeu a um pedido formal apresentado pela Advocacia-Geral da União, que buscou reequilibrar a representatividade dos setores afetados pelas chamadas bets durante os debates judiciais.
Na petição enviada ao tribunal, o órgão governamental argumentou que o cronograma inicial de participantes apresentava uma concentração desproporcional de representantes de empresas de apostas e de clubes de futebol. De acordo com a manifestação jurídica, esse afunilamento limitava a pluralidade de perspectivas necessárias para avaliar os impactos sociais, sanitários e econômicos do setor na população brasileira, justificando a presença das pastas responsáveis pela saúde pública e pelo ordenamento jurídico.
Com a alteração promovida pelo relator, o debate passará a contar com manifestações da Procuradoria-Geral da República, do Ministério da Fazenda, da Confederação Nacional da Indústria e da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, além de entidades setoriais de jogos e loterias.
Também foram chamadas diversas agremiações esportivas de expressão nacional, como Flamengo, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo, Corinthians, Ponte Preta, Vitória, Guarani e Portuguesa, juntamente com a Confederação Brasileira de Futebol.
A discussão na corte decorre do questionamento judicial contra a medida provisória editada em setembro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, instrumento que determinou a proibição do funcionamento dessas plataformas em território nacional.
Diante do bloqueio normativo, entidades empresariais e clubes esportivos acionaram a Suprema Corte solicitando a suspensão da medida até a deliberação definitiva do plenário, processo sob relatoria direta de Fux.
Redação Jornal Voz do Litoral
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