Durante a missa celebrada no sábado, 31 de outubro de 2026, no Santuário Nacional de Aparecida, o padre e prefeito do Santuário, Ferdinando Mancílio, fez uma crítica direta à desigualdade social ao afirmar que nem todos “têm um jatinho à disposição para fugir”.
A frase foi rapidamente interpretada nas redes sociais como uma alusão ao senador Flávio Bolsonaro, que, após perder as eleições, deixou o país em 27 de outubro, utilizando carros e jatinhos particulares fretados, com paradas em vários países da América Latina antes de chegar aos Estados Unidos.
Mancílio reforçou a mensagem ao dizer que quem não possui um jatinho precisa “labutar para ter o pão na mesa de todo dia”, sem mencionar o senador pelo nome. O discurso gerou reações intensas, com internautas acusando o padre de atacar figuras políticas específicas.
Em resposta, o religioso afirmou que costuma ser chamado de “comunista” por abordar a vulnerabilidade social nas missas, mas que dispensa o adjetivo, colocando o Evangelho como prioridade.
A controvérsia evidencia a tensão entre discursos religiosos e a polarização política nacional, sobretudo quando figuras públicas são associadas a críticas sobre privilégios. Apesar da repercussão, a Igreja Católica não se pronunciou oficialmente sobre a interpretação da fala, nem sobre possíveis consequências para o padre.
O caso ilustra como declarações em ambientes religiosos podem ser rapidamente politicizadas, alimentando debates sobre desigualdade e responsabilidade dos representantes eleitos.
A matéria permanece aberta quanto à resposta da hierarquia e da própria comunidade eclesiástica, que ainda não esclareceu se haverá algum posicionamento institucional diante da interpretação popular da mensagem proferida na missa.
Redação Jornal Voz do Litoral
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