A Comissão Nacional de Planejamento da Capital votou na noite de quinta-feira (5) pela aprovação do “Arco do Triunfo” de 76 metros, proposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington. A decisão ocorreu após a oitiva de cerca de cem opositores, entre eles legisladores democratas, e abriu caminho para o início rápido das obras.
O deputado Don Beyer, que representa o norte da Virgínia, alertou que o monumento “complicará o trânsito durante anos, impactará o aeroporto próximo e apresentará ameaças ainda mais sérias à segurança pública”. Um juiz ainda pode bloquear o projeto, mas o Departamento de Justiça informou que a fase inicial de escavações e fundações, com duração prevista de seis a oito meses, pode começar ainda esta semana. A construção acima do solo está programada para iniciar em maio de 2027, com prazo total estimado entre 33 e 39 meses.
O Serviço Nacional de Parques pode emitir a licença necessária ainda nesta quinta-feira, permitindo o início imediato das obras. O arco integra um conjunto de projetos que Trump tem promovido na capital, como a reconstrução do espelho d’água do Lincoln Memorial, a construção de um salão de baile na Casa Branca e a reforma do Kennedy Center.
Em contraste, o estado da Virgínia e o Distrito de Columbia processaram no sábado (31) o Serviço Nacional de Parques e o Departamento do Interior, alegando que o projeto é “legalmente indefensável” e que o Congresso não o aprovou.
O governo federal sustenta que o Congresso aprovou o arco há mais de um século, juntamente com a autorização para a ponte sobre o rio Potomac. Em evento na segunda-feira (2), Trump afirmou que o monumento também terá uso militar, podendo abrigar drones e atiradores de elite, além de ser “o arco mais bonito do mundo”. O futuro da construção ainda depende de decisões judiciais e de licenças ambientais.
Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação


