A Secretaria de Patrimônio da União (SPU) suspendeu, de forma temporária, os registros imobiliários de quatro propriedades vinculadas à WT Administração de Imóveis e Bens S/A, empresa controlada pelo advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL). A medida foi efetivada no Sistema Integrado de Administração Patrimonial (Siapa) e abrange imóveis localizados na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ).
Os imóveis estavam registrados em nome da WT Administração de Imóveis e Bens S/A e um deles é alvo de disputa judicial com o jogador de futebol Richarlison. A suspensão tem como objetivo impedir eventuais transferências de posse das edificações construídas em terrenos da União.
A ação decorre de averbações feitas nas matrículas após decisão judicial. Em 23 de outubro, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou a indisponibilidade de R$ 6 bilhões em bens de Tomaz, incluindo sua mansão em Angra, medida que já foi averbada nos registros.
A SPU também atendeu a uma representação da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), que solicitou revisão de atos administrativos que permitiram a transferência de direitos de ocupação de um terreno da União para a empresa de Tomaz. Os deputados federais Rogério Correia (PT-MG) e Pedro Uczai (PT-SC) recorreram ao STF pedindo a suspensão dos efeitos da transferência de direitos de ocupação e acionaram a Polícia Federal para investigar o caso.
Ambos apontam supostas ligações entre a transferência da mansão e o inquérito de lavagem de dinheiro que envolve Tomaz e Flávio Bolsonaro.
A suspensão dos registros permanece em vigor enquanto se desenvolvem as investigações judiciais e parlamentares. Até o momento, a WT Administração de Imóveis e Bens S/A não se manifestou publicamente, assim como os demais investigados. O desdobramento da medida e possíveis desdobramentos judiciais ainda não foram divulgados, mantendo a situação em aberto para novos esclarecimentos.
Redação Jornal Voz do Litoral
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