Chuva marca GP de Interlagos com pista molhada

O Grande Prêmio de Fórmula 1 de São Paulo, realizado no Autódromo de Interlagos em novembro, tem previsão de pista molhada durante todo o evento. Segundo o Climatempo, os três dias que compreendem os treinos livres (06), a classificação (07) e a corrida (08) serão nublados, com chances de chuva que variam de 60% a 80% e se mantêm leves e persistentes no dia da corrida.

A explicação para essa recorrência está na localização do autódromo. O complexo está situado entre as represas Billings e Guarapiranga, a cerca de 800 metros de altitude, formando um “bolsão natural de retenção da umidade”. Conforme o engenheiro ambiental e professor Robson Costa, a evaporação dos reservatórios, combinada com o calor do asfalto escuro, gera ar quente e instável que colide com a brisa marítima que sobe a serra entre o início e o meio da tarde, favorecendo a formação rápida de nuvens Cumulonimbus.

Historicamente, a chuva já interferiu em várias edições do GP de Interlagos. Desde a primeira corrida em solo brasileiro, em 1972, até interrupções marcantes em 1974, 1993, 2003, 2008, 2016 e 2024, a precipitação tem sido fator decisivo nas estratégias das equipes e nos resultados das provas.

Em 1993, por exemplo, a tempestade ajudou Ayrton Senna a garantir a vitória, enquanto em 2008 a chuva intensificou a disputa entre Lewis Hamilton e Felipe Massa.

A combinação de fatores geográficos e climáticos garante que a chuva continue sendo uma variável constante no GP de Interlagos. O que ainda não se sabe é se a organização adotará medidas específicas para mitigar os impactos nas próximas edições, deixando equipes e espectadores atentos às previsões a cada fim de semana.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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