Joshua Wong, líder estudantil de Hong Kong, foi condenado nesta quinta-feira (5) a dez anos de prisão, conforme a sentença proferida pelo juiz William Tam. A condenação decorre da segunda acusação baseada na Lei de Segurança Nacional imposta por Pequim, que o acusou em 2025 de conspiração para se aliar a forças estrangeiras e colocar em risco a segurança nacional.
Wong declarou culpa em setembro, medida que normalmente reduz a pena, e já cumpre quatro anos e oito meses por outro caso de segurança nacional relacionado a uma primária não oficial.
O juiz inicialmente considerou uma pena de treze anos, mas a reduziu após a confissão de culpa. A sentença permite que as duas penas sejam cumpridas simultaneamente, restando cerca de dois meses da pena anterior. Antes de ser processado pela acusação de conspiração, esperava-se que Wong fosse liberado em janeiro de 2027.
Na saída do tribunal, ele manteve a calma, agradeceu aos apoiadores e foi saudado por eles, incluindo Tiffany Chin, ex-integrante do Scholarism.
Observadores internacionais apontam que a decisão reforça a repressão ao movimento pró-democracia em Hong Kong. Eric Lai, pesquisador do Centro de Direito Asiático da Universidade de Georgetown, afirmou que a lei pode ser usada repetidamente como arma para manter presos políticos. A administração de Hong Kong defende que a lei de segurança nacional é essencial para a estabilidade após os protestos de 2019.
A condenação de Wong deixa em aberto a questão sobre a efetividade de recursos legais e a possibilidade de novas penas. Enquanto a comunidade internacional acompanha o caso, permanece incerta a resposta das autoridades quanto a eventuais revisões ou recursos futuros.
Redação Jornal Voz do Litoral
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