Lei de Ajuste Cubano impulsiona migração nos EUA

Em 2 de novembro de 1966 o presidente Lyndon B. Johnson sancionou a Lei de Ajuste Cubano, permitindo que cidadãos cubanos obtivessem residência permanente nos Estados Unidos após um ano de permanência, sem precisar dos trâmites de entrada legal.

A medida surgiu no auge da Guerra Fria, logo após o rompimento das relações diplomáticas entre Washington e Havana em 1961, como estratégia de pressão política e resposta humanitária. Entre 1960 e 1970 a população cubana nos EUA saltou de 79 mil para 439 mil pessoas, beneficiada pelo direito ao green card que incluía cônjuges e filhos não cubanos.

A lei foi alterada em 1976, reduzindo o requisito de residência de dois anos para 12 meses, e manteve-se em vigor até 12 de janeiro de 2017, quando o governo de Barack Obama encerrou as regras especiais. Durante o êxodo de Mariel, em 1980, 125 mil cubanos chegaram à Flórida em seis meses, demonstrando o impacto direto da norma.

Apesar da revogação, a Lei de Ajuste Cubano marcou uma década de fluxo migratório intenso, servindo tanto como ferramenta de política externa quanto como caminho de refúgio para milhares de cubanos.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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