O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito neste domingo (25/10) pela segunda vez e cumprirá seu quarto mandato como presidente da República até 2030, acumulando mais da metade deste século no poder no Brasil.
Com 96% das urnas apuradas, Lula, que completa 81 anos na terça-feira (27/10), amealhou mais 64 milhões votos, com uma diferença de pouco mais de 4 milhões votos em relação a Flávio Bolsonaro (PL) , considerada irreversível pela Justiça Eleitoral.
Nunca antes na história da democracia brasileira um presidente se reelegeu duas vezes. É igualmente inédito o feito de arrancar uma vitória depois de ter ficado em segundo lugar no primeiro turno.
Lula chega a uma virada histórica embalado por uma campanha que renasceu após a derrota no primeiro turno, com manifestações multitudinárias nas ruas e ação massiva nas redes sob comando do deputado André Janones (Rede-MG), boa parte disso sem atuação direta da própria direção do PT.
O ex-metalúrgico que virou o líder inconteste da esquerda brasileira desde sua primeira eleição presidencial, em 1989, está, no entanto, diante da conjuntura mais difícil desde que chegou ao poder pela primeira vez, em 2003.
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Seu novo mandato previsto para ter início em 5 de janeiro de 2027 começará com travas claras no mundo político interno – mas também externo, com a hostilidade ativa de Donald Trump -, além de desafios econômicos imediatos, sob forte desconfiança de agentes do mercado financeiro.
À frente de um país cujo eleitorado está partido ao meio, Lula terá de governar com o Congresso mais à direita da história brasileira desde a redemocratização: o PL de Flávio Bolsonaro foi o partido que mais cresceu nesta eleição , chegando à marca histórica de 121 deputados federais na Câmara e 28 no Senado.
“Vai ser um cenário inédito, desafiador na Câmara e beirando a incapacidade de se fazer política no Senado. Nunca houve um cenário assim, em que uma das Casas é claramente de oposição.
Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação


