Mercado recua após vitória de Lula, dólar dispara

Ministro da Fazenda Dario Durigan afirmou nesta terça‑feira (27/10/2026) que a reação do mercado na segunda‑feira (26/10) foi “de posição” e não fruto de desconfiança nas contas públicas. Segundo Durigan, o mercado havia apostado na vitória de um candidato específico e, com a reeleição histórica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ajustou suas expectativas.

O ministro destacou ainda a recompra de títulos públicos realizada pelo Tesouro Nacional na segunda‑feira, medida que, segundo ele, contribuiu para estabilizar a situação financeira do governo. Durigan ressaltou que o país está entrando em um momento de racionalidade e que as ações da semana visam trazer mais estabilidade ao cenário econômico.

Na mesma data, o dólar registrou a terceira maior alta diária desde o início do Plano Real, em 1994, subindo 9,20% e atingindo R$ 5,40. A alta refletiu a frustração dos investidores que esperavam a vitória de Flávio Bolsonaro, visto como mais propenso a adotar ajustes fiscais. Paralelamente, o Ibovespa recuou 13,88%, marcando a terceira maior queda diária desde o início da pandemia de Covid‑19 e a quinta maior desde 1994, conforme levantamento da consultoria Elos Ayta.

Além desses movimentos, o Ministério da Fazenda divulgou planos para sete leilões de transmissão no ciclo 27‑29, enquanto Citigroup e BCA rebaixaram ativos brasileiros após a reeleição de Lula. Outros destaques incluem o pedido de IPO da Anthropic, a avaliação do BC de que não há risco relevante à estabilidade financeira e a afirmação do setor nuclear de que a iniciativa privada é a única opção para o Angra 3.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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