O Ministério Público de São Paulo apresentou denúncia contra Giovanna Pinheiro Silva, namorada de Fernando Sastre Filho, por suposto falso testemunho. A acusação parte da afirmação de que a jovem teria declarado que o réu não ingeriu álcool antes do acidente, versão que foi desmentida durante o julgamento na quinta‑feira, 29 de março.
Durante o processo, o réu admitiu pela primeira vez o consumo de bebida alcoólica antes de dirigir, contradizendo a versão apresentada por Giovanna. A juíza Melanie Liesenberg, do Tribunal de Justiça de São Paulo, havia determinado que a testemunha comparecesse ao júri antes do início do julgamento, apesar da defesa alegar erro na inclusão de seu nome entre as 14 testemunhas arroladas.
Ao ouvir o depoimento da testemunha ocular Nathalia Santanna Viana Lima, Giovanna fez um sinal com a cabeça, gesto que incomodou a acusação. O Ministério Público pediu sua expulsão do tribunal e a aplicação de multa equivalente a 15 salários mínimos. A juíza aceitou a expulsão, mas adiou a decisão sobre a multa até o término do julgamento de Sastre.
O caso, que envolve homicídio qualificado por perigo comum e lesão corporal grave, ocorreu na madrugada de 31 de março de 2024, na avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, zona Leste de São Paulo. O julgamento deve terminar ainda nesta quinta‑feira, com o Conselho de Sentença decidindo sobre a culpa de Sastre. A defesa mantém a expectativa de um julgamento justo e de eventual desclassificação para conduta culposa.
Redação Jornal Voz do Litoral
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