O Super El Niño de 2026 atingiu anomalia recorde em outubro, chegando a +2,47 °C, segundo o último boletim do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) divulgado na terça-feira, 3 de novembro. Na última semana de outubro, a anomalia semanal chegou a +2,5 °C, também considerada histórica.
O meteorologista Leydson Dantas alerta que comparar dados mensais e semanais requer cautela, pois representam períodos de referência distintos. Na região conhecida como El Niño 3, que tem grande influência sobre o clima da América do Sul, a anomalia mensal foi de 3,56 °C. Essa zona funciona como termômetro oceânico, permitindo a análise da temperatura da água em áreas como Niño 1+2, Niño 3, Niño 3.4 e Niño 4.
Os índices atuais se aproximam do forte El Niño de 1982, que registrou a maior anomalia de outubro com +2,07 °C e se estendeu até o primeiro semestre de 1983. O fenômeno deste ano começou a se configurar em junho, apresentando rápido aquecimento nos meses subsequentes. A Organização Meteorológica Mundial indica que o evento tem potencial para se tornar um dos maiores já registrados.
Um levantamento da Lancet Countdown aponta que os últimos 11 anos foram os mais quentes da história e que um El Niño severo pode agravar mudanças climáticas, desencadeando crises humanitárias, mortes por desidratação, insegurança alimentar e aumento da transmissão de doenças como a dengue, favorecida pelo mosquito Aedes aegypti.
Redação Jornal Voz do Litoral
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