Operação em Moscou retirou líder soviético de mausóleu

Em 31 de outubro de 1961, uma operação realizada na Praça Vermelha, em Moscou, resultou na remoção dos restos mortais do ex-líder Josef Stalin do mausóleu dedicado a Vladimir Lenin. A medida integrou as ações promovidas pelo governo da União Soviética para desmantelar o chamado culto à personalidade construído em torno do antigo governante.

Por sete anos, o local abrigou lado a lado os caixões de vidro de Lenin e Stalin. Após o falecimento de Lenin, o Partido Comunista optou pelo embalsamamento do corpo por meio de processos químicos e físicos contínuos, mantendo a visitação pública. Com a morte de Stalin em 1953, a liderança soviética decidiu conceder o mesmo tratamento ao sucessor, que governou o país por três décadas.

O cenário político mudou sob a gestão do primeiro-ministro Nikita Khrushchov, promotor do movimento de desestalinização. A iniciativa visava erradicar a violência e o autoritarismo associados ao período stalinista. Em 30 de outubro de 1961, o Congresso do Partido Comunista aprovou a reestruturação que levou ao sepultamento de Stalin em uma cova simples na Necrópole da Muralha do Kremlin, identificada apenas por uma placa de mármore com iniciais, sobrenome e datas.

A transferência sepulcral selou uma mudança institucional significativa no regime soviético. A remoção do espaço compartilhado com o fundador da União Soviética buscou redesenhar a memória política do país durante o período da Guerra Fria e das transformações territoriais da época.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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