O senador Flávio Bolsonaro (PL) saiu das urnas com quase 60 milhões de votos, mas, em apenas três dias, viu parte de seu apoio se dissipar. Em Brasília, analistas apontam que suas decisões e declarações após a derrota contribuíram para um crescente isolamento, inclusive entre lideranças partidárias e aliados do próprio campo político.
Durante a disputa, Flávio reuniu apoios importantes nos dois turnos, mas passou a adotar posições que geraram desconforto. Um dos primeiros fatores de desgaste foi a resistência em reconhecer o resultado das urnas, chegando a chamar o segundo turno de “sacanagem” e a afirmar ser “impossível” reconhecer a derrota, além de sugerir a anulação do pleito.
A postura provocou reações negativas de figuras como Valdemar Costa Neto, presidente do PL, que declarou que “ninguém aprovou” a carta enviada por Flávio e criticou a falta de aviso ao seu pai sobre a viagem ao exterior. A fuga do senador para Miami, após se apresentar como vítima de perseguição política, também alimentou o clima de afastamento.
O conjunto de declarações, a contestação judicial e a saída do país criaram um ambiente de desconforto entre partidos, que passaram a evitar o discurso de Flávio para preservar suas próprias agendas políticas.
Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação


