Lula busca pragmatismo para evitar crise com Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou uma postura de pragmatismo após a revelação de que um funcionário da Casa Branca contratou o avião usado na fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos. A estratégia, segundo diplomatas e assessores diretos do presidente, visa impedir que o episódio se transforme em uma crise bilateral com o presidente americano Donald Trump.

A reunião entre Lula e Trump ocorreu na Embaixada do Brasil em Washington, DC, em 7 de maio de 2026, onde o presidente brasileiro gesticulou ao responder aos repórteres. O assessor da Casa Branca, Jason Miller, foi apontado como responsável pela contratação do jatinho, gerando dúvidas sobre quem financiou a operação.

Enquanto isso, Trump enfrenta pressão interna nos Estados Unidos, já que a ajuda à fuga do candidato derrotado do PL pode ser usada pelos democratas como munição nas eleições para renovação do Congresso, previstas para a próxima semana.

Nos próximos dias, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, deve se encontrar com o senador Marco Rubio na reunião dos chanceleres do G20, oportunidade para o Brasil esclarecer que até o PL reconheceu a vitória de Lula. Em dezembro, está prevista outra reunião entre Lula e Trump no encontro dos chefes de Estado do G20, reforçando a necessidade de manter canais de diálogo apesar das divergências.

A equipe de Lula destaca que o presidente americano ainda tem dois anos de mandato e que o Brasil precisa conviver com ele, buscando negociações que beneficiem empresas brasileiras. Contudo, permanecem sem resposta questões sobre a origem dos recursos do voo e as possíveis repercussões políticas nos dois países.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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