Congresso do Paraguai destituí Santiago Peña por impeachment

O presidente Santiago Peña foi destituído pelo Congresso do Paraguai nesta sexta-feira, 6 de novembro de 2026, com aprovação unânime tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado. Peña, filiado ao Partido Colorado, tornou-se o segundo presidente democraticamente eleito a ser removido pelo Legislativo desde o fim da ditadura de Alfredo Stroessner, em 1989.

O único precedente pós-redemocratização foi a destituição do ex-presidente Fernando Lugo, da Aliança Patriótica para a Mudança, que ocorreu em 2012 após o confronto de Curuguaty, que deixou 17 mortos. A remoção de Peña ocorre em meio a uma grave crise bancária, marcada pelo colapso do Ueno Bank, o maior banco digital do país, situação que motivou tanto a base governista quanto a oposição a votar a favor do impeachment.

A sessão que finalizou o processo foi convocada em caráter extraordinário devido à crise. Um dia antes, a Câmara dos Deputados já havia aprovado o impeachment, mesmo após Peña apresentar um pedido de renúncia que foi rejeitado pelo Congresso.

A oposição argumentou que o presidente não deveria receber o título honorário de senador vitalício nem os privilégios de foro que esse status garantiria em eventual processo penal relacionado ao caso do Ueno Bank.

O processo de impeachment do vice-presidente Pedro Alliana foi rejeitado, permitindo que Alliana assuma a Presidência. O Congresso ainda não detalhou os próximos passos para investigar o colapso bancário nem os possíveis desdobramentos legais para os envolvidos.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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