Reynaldo Lima Jr., presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon), afirmou que as pequenas empresas brasileiras não estão preparadas para a reforma tributária em vigor.
Em declaração pública, o dirigente apontou que, ao contrário das grandes companhias que já se estruturam, médias, micro e pequenas empresas enfrentam um distanciamento significativo e inúmeras dúvidas sobre as mudanças.
O presidente destacou que a reforma traz um conjunto de detalhes profundos, exigindo um trabalho de conscientização por parte do governo federal. Segundo ele, o foco imediato deve ser o CBS, que entrará em vigor em janeiro, e não questões previstas apenas para 2029. A orientação é que as empresas adotem uma postura por etapas, evitando perdas de oportunidade.
Lima Jr. também alertou sobre o impacto financeiro do fim da escala 6 × 1, que passa a 5 × 2, especialmente para micro e médias empresas. Ele argumenta que a imposição de um modelo único pode sobrecarregar negócios que não dispõem de recursos para contratar assessoria ou ajustar processos.
Para mitigar o efeito, sugeriu que a transição fosse feita de forma gradual, por setor ou porte, concedendo maior autonomia às atividades que já operam sob regimes de escala, como o setor médico.
Por fim, o presidente da Fenacon ressaltou a necessidade de atualizar os limites do Simples Nacional, cujo teto de faturamento permanece em R$ 4,8 milhões por ano. Segundo ele, a falta de revisão pode desestimular o crescimento das empresas e deveria ser prioridade na agenda econômica do governo federal para melhorar o ambiente de negócios em 2027. A Fenacon aguarda respostas oficiais sobre as propostas de transição e a revisão dos limites do Simples.
Redação Jornal Voz do Litoral
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