O presidente Donald Trump levantou novas alegações sobre a integridade das eleições nos Estados Unidos durante um comício em Dubuque, Iowa, neste domingo (31). Em discurso marcado por críticas a imigrantes somalis e ao Partido Democrata, Trump afirmou que “os somalis votam exatamente como lhes é mandado” e que “grupos enormes de somalis estão indo para Ohio para interferir nas eleições”.
Ele também acusou democratas no Alasca de praticarem “fraude eleitoral no mais alto nível”, alegando que teriam coordenado o recrutamento de um candidato para dividir os votos naquele estado.
Não há evidências que sustentem as declarações de Trump. As acusações sobre a comunidade somali foram feitas sem qualquer dado ou investigação que as comprove. Da mesma forma, a suposta fraude no Alasca não foi corroborada por processos judiciais ou auditorias eleitorais.
Horas depois, um juiz federal rejeitou um pedido do Departamento de Justiça que buscava atrasar a certificação da eleição para o Senado no Alasca, reforçando a ausência de fundamentos legais para as alegações do presidente.
Trump também reiterou que a candidata democrata Mary Peltola, eleita no Alasca, deveria ser processada, embora não tenha apresentado provas que justifiquem tal medida. Quando questionado sobre a possibilidade de aceitar os resultados, ele respondeu que “respeitará se forem eleições honestas, sim”, deixando em aberto o critério que definiria a honestidade das urnas.
A falta de comprovação das acusações levanta dúvidas sobre a estratégia de Trump ao usar discursos populistas para questionar a legitimidade do processo eleitoral. Enquanto a justiça federal mantém a certificação das eleições, o presidente continua a alimentar narrativas sem respaldo, sem que autoridades ou partidos apresentem respostas claras.
O que motiva essas declarações e quais serão as próximas ações de Trump diante da ausência de provas? Acompanhe a apuração completa no site.
Redação Jornal Voz do Litoral
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