Pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo, em São Carlos, desenvolveram uma plataforma que combina realidade virtual, inteligência artificial e análise da atividade cerebral para detectar comprometimento cognitivo leve (CCL) em idosos.
O sistema coloca participantes em ambientes virtuais enquanto registra movimentos oculares e atividade elétrica cerebral. Esses dados são processados por algoritmos de IA que buscam padrões indicativos de declínio cognitivo, ampliando a avaliação além dos testes tradicionais de papel e caneta.
Estima‑se que entre 15% e 20% das pessoas com mais de 65 anos apresentem CCL, e metade desse grupo pode evoluir para demência, como a doença de Alzheimer, em até cinco anos. O projeto de pós‑doutorado liderado por Roberto Douglas Guimarães de Aquino, sob supervisão de Alexandre Delbem, tem como objetivo identificar essa transição precocemente.
A pesquisa conta com o apoio do centro de pesquisa aplicada ciaGsaúde, financiado pela Fapesp, e parcerias com o Centro de Engenharia Aplicada à Saúde da Escola de Engenharia de São Carlos da USP. Segundo Aquino, os exames neuropsicológicos convencionais, como o Miniexame do Estado Mental e o Montreal Cognitive Assessment (MoCA), apresentam limitações por dependerem de variáveis socioculturais e interpretações subjetivas, reforçando a necessidade de tecnologias mais objetivas.
Redação Jornal Voz do Litoral
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